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terça-feira, 29 de maio de 2012

O certo é que tudo é incerto



São 1:30 da madrugada e, reflexivo, analiso como foi o meu dia. Um encontro que não foi como esperava, uma rotina que não foi como esperava, uma noite que também não foi como esperava. Na realidade, nada em minha vida está sendo como esperava. O certo agora é que tudo está incerto.

Sim, digo ‘está incerto’ numa perspectiva positiva de que tudo irá mudar. E olha que não sou uma pessoa ‘positivista’ que acredita no melhor de tudo, no melhor das pessoas. Sou mais realista, me atenho aos fatos, programo possibilidades. Como num jogo de xadrez sabe? Tento prever as jogadas alheias para montar minha linha de defesa. Ah se a vida fosse um simples jogo de xadrez.

A todo instante me deparo com situações que me faz pensar como eu fui preparado há muito tempo para ultrapassá-los. Não que eu tenha uma vida ruim. Longe disso. Mas os obstáculos que me deparo, às vezes, são superados com muitas estratégias (muitas delas espirituais, quem sabe?).

Novos desafios me surgem. Sempre. O desafio de agora? Não muito diferente de muitos brasileiros. 1:30 da madrugada já se passou. Reflexivo, vou dormir pensando em como vou vencer mais este desafio. O tempo continua passando e a vontade de me aquietar é grande. O sossego é um desejo real, perigoso até. O relógio não para e o certo é que tudo continua incerto.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Parabéns Mãe!


Ela me acompanha nessa e em outras vidas.

Dela eu herdei o temperamento e a personalidade forte.

Com ela aprendi a ler e a gostar de ler. Aprendi também que o amor pode ser algo muito gostoso de sentir, mas, muito doloroso às vezes. Ela acredita em mim de todas as formas.

Ela me admira de todas as formas. Ela me ama de todas as formas. Nunca me criticou ou discriminou. Simplesmente me amou.

A ela devo minha vida, meu respeito e meu amor.

Mãe,

Só tenho a agradecer tudo o que nos aconteceu. As coisas ruins levamos como aprendizado. O diamante chamado ‘relacionamento’ está muito mais brilhante e lapidado agora.

Te amo e espero que esse amor perpasse todas as barreiras SEMPRE!

Parabéns!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Muitos ou poucos amigos?


É comum dizermos que temos poucos amigos. Que podemos conhecer muita gente, ter muitos conhecidos, mas poucos amigos. É comum dizermos também que confiamos em poucas pessoas, que somente poucos sabem dos nossos segredos, das nossas tristezas, nossas fraquezas. De fato, somente os amigos mais próximos estão ‘habilitados’ a saberem o que se passa em nossa vida.

Em conversa com um amigo ele me levantou a seguinte frase: “Eu não tenho nada a esconder Bruno. Faço o que faço porque tenho direito de fazê-lo. Não faço nada de mal pra ninguém então porque esconder?”. Parando pra analisar, meu amigo tem razão. Ficamos tão preocupados com os julgamentos alheios que esquecemos, muitas vezes, que a responsabilidade de nossas ações são todas nossas.

O vizinho não responde pelos meus atos, minha mão também não, tampouco o porteiro do meu prédio. O que quero dizer é que cada um responde pelos seus atos. Mas quando o julgamento parte de um dos seus amigos? Aí a coisa complica. Amigo que é amigo orienta, dá conselho, não julga. O julgamento neste caso está condicionado às pessoas que não lhe conhecem, que não sabem da sua história, da sua índole. Isso já aconteceu comigo.

Alguém que gosta muito de mim me julgou recentemente. Julgou-me no olhar, nas palavras, nas atitudes. Foi horrível. Mantive a calma e fingi que não estava acontecendo nada. Por fora fui o Bruno forte, mas o Bruno interno, aquele que por si só fica sentado no canto escuro do quarto estava quebrado.

Quem me conhece sabe que gosto de coisas simples e com a amizade não é diferente. Gosto de pessoas simples, atitudes simples, amizades simples. Gosto de estar com os amigos nem que seja pra comer farofa sentado no chão da varanda jogando conversa fora. Sou assim. Me dedico a pessoas assim. Minha sinceridade e meu apreço são formas de demonstrar o que sinto por eles.

Mesmo aqueles que estão afastados de mim por algum motivo mantenho na lembrança e no coração os bons momentos. Como disse no início, é comum falarmos que temos poucos amigos. Procuro pensar que tenho muitos, mesmo aqueles que não me consideram como amigo. Minha amizade para com os outros tem que, primeiro, partir de mim, da minha cabeça e, principalmente, do meu coração. Posso até parecer otimista demais ou até mesmo ingênuo, mas prefiro acreditar sempre, no melhor que as pessoas têm a oferecer.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Apenas eu e as estrelas


Imagem disponível em http://erilainepoeta.blogspot.com/

Há muito que protelo a escrever. Há tempo que protelo brincar de escrever. Brincar? Sim. Brincar. Levo a vida tão a sério que a partir de agora vou começar a brincar com vida. Ela, a vida, prega tantas peças que a gente acaba aprendendo, pelo amor, ou pela dor, como dizia meu saudoso avô. Sábio velho Chico.

Tanta coisa ruim nos acontece a todo o momento que fica difícil, às vezes, levar a vida de bom grado. Chefe que nos atormenta, sonhos que não se realizam, namorados que nos decepcionam, amigos que se afastam...enfim, são tantas coisas que parece que a vida tá tirando uma onda. Sério? Sério.

Você nunca é bom o suficiente, bonito suficiente, profissional suficiente. A impressão que se tem é que os desafios só aumentam e as ferramentas necessárias para conseguirmos cumpri-las nos fogem às mãos. Nessas horas lembro das lições da minha tia Lúcia citando os ensinamentos de Cristo. O velho ditado “Deus dá o frio conforme o cobertor” nos dá uma esperança de que tudo vai se resolver, mas tá difícil viu? Brincar nas horas de tristeza e angustia parece coisa de doido.

E quando aqueles demônios internos nos perturbam a todo instante nos lembrando de nossas imperfeições, dos nossos dissabores. O coração dói, a respiração fica inconstante, o sono que até então era ‘imperturbável’ acaba no meio da noite. E você, sozinho, só tem as estrelas fluorescentes penduradas no teto do seu quarto. Apenas você e as estrelas. Já que estou cheio de ditados populares, aí vai mais um: “antes só do que mal acompanhado”. Pois é, mas a solidão dói viu? E como dói. =/

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Oração da Mulher

Essa eu recebi por email...É isso mesmo???!



Querido Deus,

Até agora o meu dia foi bom:

- Não fiz fofoca;
- Não perdi a paciência;
- Não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica;
- Controlei minha TPM;
- Não reclamei;
- Não praguejei;
- Não gritei;
- Não tive ataques de ciúmes;
- Não comi chocolate;
- Também não fiz débitos em meu cartão de crédito, nem dei cheques pré-datados;

Mas peço a sua proteção, Senhor, pois vou levantar da cama a qualquer momento…

Amém!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cartas de despedida


Sabe aquele sonho que te faz acordar assustado, com uma dor no peito, uma angustia... enfim. Essa noite eu acordei assim. Com uma sensação de perda iminente. Um choro contido na garganta que só foi sufocado após plena consciência de que tudo passou de apenas, um sonho.

Será?

Pois bem. Vocês, leitores imaginários, devem estar se perguntando ‘que diabos esse menino sonhou para acordar desse jeito?’. Fantasmas? Assassinos? Monstros? Nada disso. Pior que isso. Sonhei com momentos antes da minha morte. Vou explicar.

Em meu sonho descobri que eu ia morrer de alguma doença que não me revelaram. Os médicos me deram apenas um dia de vida, mas sabendo disso, me mantive tranqüilo. Uma sensação de paz e dever cumprido reinava em meu coração embora a angústia de saber que ia deixar pessoas queridas apertava o meu peito.

Vários cenários se passaram em alguns instantes pelos meus olhos e eu me via deitado em minha cama em Itabuna com folhas em meu colo, caneta na minha mão e como apoio um caderno que eu gostava muito quando tinha 15 anos. Era um caderno de capa dura meio marrom com uma foto de um mico leão dourado. Não sei por que, mas eu adorava esse caderno.

Com os papeis apoiados nesse caderno, eu escrevia cartas de despedidas para minha família. A cada palavra, a cada frase que eu registrava naquelas folhas, lágrimas rolavam em meu rosto e lembranças afloravam em minha mente. Principalmente lembranças da minha infância com meus avós e meu irmão.

Era fácil escrever aquilo tudo. Palavras doces, recheadas de amor e compaixão baseadas em momentos felizes que vivi com todos eles. As brincadeiras, as picuinhas, as brigas e os risos com meu irmão foi o que mais mexeu comigo. Confesso que escrevendo esse texto agora me vêm lágrimas nos olhos. Parece que essa despedida foi real.

Pensar que um dia eu não terei mais a companhia deles, dos meus amigos e familiares não será tão fácil como eu imaginava. Sou espírita e as questões sobre a morte sempre foram levadas com muita simplicidade e aceitação. Mas não é. Não importa para onde você irá, como você irá ou quando você irá. O que importa é o que você vai deixar na lembrança das pessoas que conviveram com você. Lembranças boas? Tristes? Engraçadas? Não sei.

Espero que eu tenha deixado boas lembranças na vida de todos. Afinal, as coisas ruins eu absorvo como aprendizado. Às vezes um sonho é só um sonho. Mas, às vezes, sonhos são avisos. Mensagens que o (in) consciente traz à tona no momento de descanso do corpo físico. Sonhar para o espírito é mais. É se desprender momentaneamente da matéria e alcançar lugares inimagináveis.

No fim, acordei. Mas espero sinceramente que eu demore muito para escrever aquelas cartas!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A vida e o caminho

Foto by Rodrigo Cardoso

Há muito que minha inspiração para escrever vem sendo castigada pela minha instabilidade emocional. Eu que costumo escrever bem quando estou mal, fui pego de surpresa com tamanha falta de tato com as palavras. Mas como tudo na minha vida acontece por acaso, ou não, uma faísca surgi em minha mente. Vou simplesmente escrever, pensei. Mas sobre o que? Sobre quem? Assunto sério? Divertido? Não! Vou simplesmente escrever!

Diante o meu computador liguei minha máquina interna e simplesmente escrevi. Não tristezas e lamentações, ou alegrias e comemorações. Esse post retrata o desenvolvimento de alguém que estava estagnado. Como um adulto que reaprende a andar depois de um acidente (desculpem se estou exagerando, mas essa foi a única analogia que me veio a mente neste momento).

De fato, as poucas linhas desse texto traduzem as perspectivas de alguém que segue num caminho indefinido. Mas que ser humano sabe o seu destino? Se soubéssemos o propósito da vida seria falho, já que o aprendizado seria baseado somente nos acertos. E como aprendemos com o erro né mesmo? Para alguns, o medo de errar é fator estimulante para o acerto. Para outros, o medo só paralisa.

No relógio da vida os ponteiros giram rapidamente para os que têm sede de vida, de realizações. Contudo, esses mesmos ponteiros giram bem mais devagar para aqueles que esperam que os acontecimentos simplesmente aconteçam. Redundância? Não. Realidade.

Enquanto o caminho não se desvenda para mim, vou adivinhando em qual estrada seguir. Os medos, acabo reprimindo para que eles, meus demônios internos, não me dominem. Já errei muito e sei que vou errar um tanto mais. A história, a minha história, estou escrevendo todos os dias. Espero que o próximo capítulo seja de realizações.